Gosto de super-heróis. Gosto bastante, desde pequeno. Antes, era só aquela espécie de idolatria infantil imatura e sincera, de gostar de ver o personagem derrotar o inimigo, salvar o dia e tudo mais. Hoje, funciona diferente. Esse gosto é basicamente voltado na análise crítica do conceito heróico em si. Que diabos faz do super-herói um super-herói?
Básico e simples. Peguemos o Super-homem (Superman é o cacete) como exemplo. O que faz dele herói? Poderes? Força, visão de raio-X?
Bem longe disso. A capacidade de discernir certo e errado. O poder de saber diferenciar o bem do mal. É isso que o capacita como herói.
E não se discerne certo e errado com bases éticas, morais ou sociais. Alías, se discerne o certo apenas com base na compreensão assertiva do errado. O que oficialmente “autoriza” o título de herói é ser potente o bastante para compreender que tal discernimento tem raízes humanas. É no senso de valorização da vida que se entende o paradoxo do bem e do mal. Acreditando que a vida deve ser preservada, entende-se o que deve ser feito.
Errado é o danoso à vida. Certo é praticamente todo o resto. Fácil escrever, difícil realizar. O Super-Homem se encontra na qualidade de persona que ficaria genuinamente feliz se a Lois se enamorasse por outro e o largasse. Ficaria triste por si só, mas verdadeira e honestamente feliz por ela, já que bem-estar e felicidade é tudo que deseja para a vida de sua ex. Nós, meros mortais, pensamos assim também, mas nunca empiricamente. Queremos mais é que o novo outro morra mesmo. Honesto assim.
Analisemos esse contexto do discernimento entre certo e errado. Apliquemos em nossas vidas, sempre que o momento decidir, essa lógica maniqueísta. Alías, mantenha-a sempre bastante lógica, sem surtos emocionais impedindo a melhor escolha. Pode não parecer tão fácil, mas é bastante satisfatório quando o resultado é positivo. Tenta aê.
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